Belo Horizonte terá julho com encontros planetários e chuvas de meteoros no céu
Noites mais longas do inverno oferecem boas oportunidades para moradores acompanharem diferentes fenômenos astronômicos ao longo do mês.

Quem gosta de observar o céu terá bons motivos para olhar para o alto durante as noites e madrugadas de julho em Belo Horizonte. O calendário astronômico do mês reúne aproximações aparentes entre a Lua e planetas, passagem próxima ao aglomerado das Plêiades, Lua cheia e duas chuvas de meteoros, criando oportunidades diferentes para moradores interessados em acompanhar o céu sem a necessidade de equipamentos profissionais.
Um dos próximos encontros acontece antes do amanhecer de 11 de julho, quando a Lua poderá ser observada próxima de Marte e das Plêiades. O fenômeno poderá ser acompanhado a olho nu, enquanto o uso de binóculos pode ajudar a perceber melhor o conjunto de estrelas que forma o conhecido aglomerado. Para quem pretende observar, a principal recomendação prática é procurar um ponto com horizonte mais livre e menor interferência de postes e outras fontes intensas de iluminação.
Poucos dias depois, em 17 de julho, será a vez de a Lua aparecer visualmente próxima de Vênus. A observação também poderá ser feita sem equipamentos especiais. Para moradores de Belo Horizonte, praças abertas, áreas mais elevadas e locais afastados da iluminação direta podem proporcionar uma experiência mais agradável, sempre respeitando os horários de funcionamento e as condições de segurança de cada espaço.
O fim do mês reserva outro momento de destaque. A Lua cheia de julho atingirá seu ponto máximo no dia 29 e poderá ser apreciada com aparência especialmente marcante entre os dias 28 e 30. Conhecida popularmente como Lua do Veado em algumas tradições, a fase cheia ganha força visual no horizonte e pode transformar uma caminhada no início da noite ou um momento de contemplação em família em uma pequena programação de lazer.
Já na passagem dos dias 30 para 31 de julho, duas chuvas de meteoros estarão em atividade. As Delta Aquáridas do Sul podem alcançar uma taxa potencial de cerca de 25 meteoros por hora em condições favoráveis, enquanto as Alfa Capricornídeas apresentam quantidade menor, mas são conhecidas por meteoros mais lentos e visualmente brilhantes. A luminosidade da Lua cheia poderá dificultar a visualização, por isso as noites entre 22 e 24 de julho também aparecem como uma alternativa interessante para tentar acompanhar parte da atividade depois que a Lua se põe.
A observação astronômica é uma atividade que pode ser praticada de maneira simples. A adaptação dos olhos à escuridão leva algum tempo, por isso vale evitar olhar constantemente para telas muito brilhantes durante a experiência. Também não é necessário manter os olhos fixos em um único ponto: nas chuvas de meteoros, olhar para uma área ampla do céu costuma tornar a atividade mais confortável e aumenta as possibilidades de perceber os rastros luminosos.
Para famílias com crianças, o calendário do mês também pode ser usado como estímulo à curiosidade científica. Identificar a Lua, procurar um planeta mais brilhante ou observar um agrupamento de estrelas são atividades capazes de aproximar conceitos de astronomia da rotina. Um binóculo comum pode enriquecer a experiência, mas a maior parte dos fenômenos previstos para julho possui momentos que podem ser apreciados a olho nu.
Em uma cidade de ritmo intenso como Belo Horizonte, reservar alguns minutos para observar o céu também pode se transformar em uma forma diferente de aproveitar as noites de inverno. Com planejamento, atenção ao horário de cada fenômeno e escolha de um ponto de observação adequado, julho oferece uma programação gratuita acima da cidade e uma oportunidade de reunir ciência, lazer e contemplação.


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